As Sete Noites do Fogo é um título que me acompanha desde sempre, como se fizesse parte do que há de mais arreigado em mim, como se tivesse adquirido a cor da minha pele, o sabor da minha língua, a cor dos meus olhos, o sentido interrogativo dos meus passos. São palavras nas quais nada parece ficar por dizer naquilo que me respeita. Com elas, vivo na noite, com a noite, e ardo na infinitude do tempo, enquanto me deixo envolver por tentáculos de sugestões, amarras, corredores de experiências, andanças que superam a imaginação.
As Sete Noites do Fogo é o título da condição que ganhei na soma dos anos. É a expressão da minha personalidade mais indizível e verdadeira, dos meus equívocos, do meu esforço permanente de sobrevivência e caminhada, das minhas dúvidas, contradições, complexos, temores. É o ser que criei, como um reduto final.