terça-feira, 1 de novembro de 2011

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Havia uma tristeza lavada no céu plúmbeo junto às rochas que me atravessam a alma. Eid partiu hoje, para longe, tão distante de onde estou. Partiu para duas ou três ruas ao lado, mas é como se tivesse partido para o outro lado do mundo. Partiu e logo a noite se adensou sobre a minha alma.
Refugiei-me num dos cantos da casa, não querendo ver o que se passava nas restantes divisões, mas nem assim me acalmei. Cada batida do coração parecia um anúncio de morte. Como se nada houvesse para viver nos minutos seguintes.
Depois ocorreu-me que hoje é a data dedicada a quem já morreu e dei-me conta de que Eid gostaria de ter ido visitar a campa de Mers e Jov. Mas já não estava comigo. Já tinha partido para duas ou três ruas ao lado. Sem flores na mão.