domingo, 31 de março de 2013

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Vou continuar com Denz para melhor me integrar no seu contexto. O seu olhar castanho não descola dos meus dedos. Tenho todo o interesse em deixar-me ficar por perto dos seus redutos. Denz ri-se e diz que sou uma bênção na sua vida. Diz que lhe trouxe a pacificação que almejava. Levanto-me e vou preparar um café para dissimular o embaraço que as suas palavras me provocam. Pergunto-lhe quando chegou e fico a saber que há mais de uma semana. Deparo-me com uma sensação de abandono. Denz esteve vários dias sem me ligar, sem me contactar. Ignorou-me. Não esperava que o fizesse. Sinto que devo estar de sobreaviso. Há qualquer coisa que me tira o sossego, como se o chão estivesse prestes a desaparecer-me debaixo dos pés. Há todo um universo para desvendar em Denz, todo um traçado a percorrer. Denz revela-se à distância, mas creio que se inibe na proximidade.