Perdi-me de Eid. Nunca mais aproximei esta escrita das suas andanças, mas não tenho falhado a sua companhia. Todas as noites nos sentamos de conversa, estudando em conjunto, partilhando um qualquer pequeno prazer, ou apenas deixando-nos estar algures onde sentimos mais tranquilidade.
Eid tem uma série de talentos, mas o desenho é a sua forma mais poderosa de expressão. Todavia, sinto que prefere evoluir sem mim, sem a carga de me ter a seu lado a orientar-lhe os traços.
Não me ressinto desse seu afastamento porque sei que não lhe faltam dotes para fazer um percurso por seus próprios meios. Se calhar, já percebeu que prescindindo de mim acabará por ser mais livre e por ver acrescido o seu poder de criação.