quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bren olha-me de frente, de fundo, e desafia-me a descer à sua alma. Adivinho a doçura das suas mãos, mas os seus olhos fulminam. Não sei como me aproximar, como me revelar, em que termos me apresentar.
Conhecemo-nos num serão em casa de Sur e desde então nunca mais deixámos de estar em contacto.
Muitas vezes, prefiro o silêncio, mas não creio que Bren esteja pelos ajustes. Quando me descrevo, obtenho os seus risos, com alcance impossível de adivinhar. A seguir, digo que vou desistir e é então que Bren me agarra e me sacode e me senta a seu lado e se põe a desfiar tantas coisas com as quais eu não havia sonhado. Bren deslinda-me com uma facilidade estonteante, ao ponto de eu ficar sem palavras.
A sua voz é diferente de tudo o que eu tinha imaginado.