Eid era o sofrimento que me faltava. O peso esmagador da sua leveza, em voz cantante de chumbo, sobre formas e dimensões, para me vergar. Estava para vir e eu não adivinhava. Perder a sua caminhada, sob a chuva, e não voltar a ter notícias durante anos. Ver a sua sombra distanciar-se por entre as cores, como se esquecesse tudo, apenas partindo, sem um motivo, sem uma palavra de acusação, nem de conforto.
Não foi como Jez, que simplesmente desapareceu. Eid partiu diante dos meus olhos, fazendo obedecer a sua decisão a uma lógica que não me incluía, como se eu não tivesse direito a fazer parte do seu mundo.
E nunca me foi possível esclarecer o que se passou, mesmo depois de ter assistido ao seu regresso num lampião de sol que se abriu junto ao alvorecer da noite, estava eu, na beira da cama, reflectindo sobre nada, quando oiço a porta abrir-se, sem aviso, e uma voz perguntar se eu estava em casa…