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Os dedos tremiam-me e não conseguia escrever. Nem tinha forças de pensar. Preparava-me para deixar a montanha do meu amor num peso de saudade.
Saí para tomar café como quem procura respirar e quando já vinha de regresso a casa encontrei Seunn, que caminhava na minha direcção com ar desengonçado de magreza.
Trocámos breves palavras e seguimos os nossos caminhos, carregando a despedida envolta em perguntas que nunca seriam formuladas.
Antes de meter a chave à porta, deparei-me com obras na rua mesmo diante dos meus pés. Tinha chegado um camião que desatara a vazar terra para reparar a calçada. A poeira secou-me uma lágrima que eu vinha derramando.
Sentei-me no balcão de olhos fixos na montanha. Percebi vozes nas correntes de nuvens que a circundavam. Conversas mansas de quem não precisa que lhe expliquem sinais.
Quanto mais eu viajava nas alturas, mais me aproximava de compreender.