terça-feira, 26 de julho de 2011

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Para onde ir quando termina a cidade? Como desaparecer? Onde recomeçar? Com quem falar? De que lado esperar o vento? Sentar num restaurante? Numa esplanada? Para quê? Quem passa para nos sorrir? Quem se detém para nos reconhecer? Que nome temos?
Perguntem o que perguntarem haverá sempre a cidade que chegou ao limite da sua própria criação.
Não há fome, nem sol, nem labor que se veja. Só noite estendida no areal das estrelas refletidas até aos confins.
Certa vez, contaram-me que vinha um tropel pela avenida numa vozearia incomparável e ameaçadora. Toda a gente desatou a meter-se em casa, com receio de desacatos e prisões. Mas, afinal, era a alegria que avançava para celebrar. E toda a gente saiu de novo para se juntar à notícia. Até à data em que a cidade disse adeus. Sucumbida.