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Cada pessoa fervilha de projetos a todo o minuto, projetos sobre os quais ninguém alguma vez terá a menor ideia. Como conhecer milhões de planos, de expetativas, de desejos, de lutas, de abandonos, de recomeços?
Não há forma de imaginar os incontáveis momentos que atravessam a mente de um indivíduo, enquanto dorme, enquanto trabalha, enquanto come, enquanto reza, enquanto convive. Morte, amor, sexo, inveja, cálculo, medo, ciúme, desconfiança, infindáveis coisas para as quais nem sou capaz de encontrar nome digno.
Quanta informação se perde ao não podermos acompanhar esses inúmeros acontecimentos no olhar de uma pessoa, tenha ela a idade que tiver, seja de que condição social for.
O que sucede num corpo humano, só por si, é quanto basta para a demonstração do infinito.