quarta-feira, 28 de setembro de 2011

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Eu sentara-me na avenida, enquanto o vento agitava bandeiras, fazendo-as ondular com sons que pareciam murmúrios entre dentes. A poucos metros à minha esquerda, via-se uma série de placas sobrepostas de barracas que tinham sido desmontadas após uma exposição de artesanato. À direita, a uma dúzia de metros, quatro pessoas conversavam para matar as horas. Notava-se que não tinham planos. Diziam banalidades, observando grupos de turistas que um cruzeiro descarregara no cais.
Por mim, não conseguia articular uma ideia. Nem somar dois números. Entretinha-me a comer batatas fritas de um saco que comprara num supermercado do outro lado da rua, ocupando tempo até que Eid saísse das aulas. Não pedia nada. Não ambicionava nada. Bastava-me saber que estava à espera de Eid e sentir o vento soprando na minha camisa como uma bandeira.