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Lug dir-me-á, Lug virá, Lug contará o tempo em forma de história com final não recomendável.
Riremos das palavras sobre a mesa, enquanto a chuva lá fora não se preocupará com significados. Só riremos das palavras, atrapalhando-as, desconjuntando-as, impelindo-as para diante como se pudessem conduzir-nos a uma outra maneira de reflectir e descobrir.
Lug andou por terras afastadas, calcorreou veredas imprevistas, distraiu-se em recantos esconsos, enquanto eu atravessava a minha dor sem janelas de espelhos, sem tectos recortados no céu aberto.
Mas nunca nos separámos. Nunca deixámos de confiar que haveria de chegar a noite em que nos reencontraríamos na avenida com luar rente às sombras do chão.
Talvez a cidade esteja perto do seu fim. Talvez se aproxime a trepidação das ideias que não precisam de sentido, nem de promessas. Talvez.