domingo, 15 de abril de 2012

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Eu não quero escrever como os outros, não quero dizer as mesmas coisas, aquelas coisas, não quero fazer o sentido que todos fazem, não quero prestar subserviência ao entendimento comum, nem quero mostrar talento para coisa alguma. Que se dane o talento. Só serve para entreter e eu não quero entreter. Estou longe de pretender organizar palavras que juntas façam um romance. O estilo entedia-me. A ponderação. Recuso ponderar seja o que for. Nem ajuizarei. Muito menos seguirei a norma por aqui ou a norma por ali. Nada realizarei que se pareça com o que há, com o que está feito, com o que toda a gente já sabe e já compreendeu. Não me basta fazer caminho. Eu quero um caminho que não tenha sido trilhado e que por isso não seja caminho. Quero uma via que não leve a parte alguma. Que não seja reconhecível. Que apenas me deixe entregue ao sonho real de atingir sem constrangimentos.