Denz está hoje à frente de Minn e vê-se nos seus olhos que estão felizes, salta à vista que não precisam de fazer esforço para se compreenderem. É como se estivessem estado ali desde sempre olhando-se e conversando. Nos primeiros minutos, ainda caíram na tentação de se estudar, mas depressa compreenderam que era escusado fazerem-no. Havia matéria que se sobrepunha a quaisquer receios que inicialmente pudessem sentir. Denz conta a sua vida a Minn e Minn conta a sua vida a Denz. Sem rodeios, sem discurso calculado, sem compassos de espera, muitas vezes quase se deixando atropelar pelas palavras. Acabaram de se conhecer e não se calam. Sabem que estou presente, mas não se preocupam em descobrir de que forma, nem desde quando, nem com que intenção. Denz e Minn encontraram-se por meu intermédio e relacionam-se tão bem entre si como se relacionam comigo. Constituímos o triângulo perfeito. Sem que alguma vez tenhamos combinado o que quer que seja (Denz só agora está a revelar-se a Minn e Minn a revelar-se a Denz), paira no ar a suspeita de que, tarde ou cedo, acabaremos por viver no mesmo sítio.