Eid está cada vez mais perto de mim. Vai crescendo como uma árvore cujos ramos se estendem pela noite em volta para conquistarem mundo.
Por vezes, saímos e pomo-nos a conversar pela rua fora sem outra preocupação que não seja o sentimento de companhia. É nessas conversas que noto a sua segurança. Eid faz vozes, constrói cenários, coloca perguntas, conta momentos da sua vida, ri de forma cristalina. Não usa de segredos como Jez. Seria incapaz de desaparecer sem motivo aparente e sem uma explicação. E seria incapaz, também, de se recusar a voltar para casa.
Com Eid, sinto bastante que existe algo a continuar para além de mim. Algo que vai evoluindo conforme o tempo corre veloz para o seu termo.
Há um sabor no convívio com Eid, uma forma nova de pensar que se afirma enquanto dialogamos. E apetece andar sempre no sentido oposto ao da hora de adormecer.