domingo, 16 de janeiro de 2011

Minn recordava-se como se fosse hoje do dia em que Sur lhe disse com o dedo espetado à frente do nariz:
– Sai imediatamente!
De início, ainda pensou que se tratasse de brincadeira, mas a expressão no rosto de Sur depressa lhe dissipou as dúvidas.
– Para onde queres que eu vá?... – perguntou hesitante, a ver se encontrava tempo de organizar alguma ideia salvadora.
– Não te quero ver mais! Vai para onde quiseres, desde que desapareças da minha vista.
A atitude de Sur não tinha qualquer sentido, a tomar em conta os acontecimentos das últimas semanas e meses. Há mais de um ano que se haviam juntado e nunca se lhes conhecera assomo de rixa ou desavença. O bem estar no seu dia a dia era completo e davam tudo para se fazerem permanente companhia.
Só que, subitamente, Sur mudara de ideias e nada parecia capaz de demover a sua pretensão de se ver livre de Minn.
A ordem de expulsão foi concretizada de forma rápida e intempestiva. Minn mal teve tempo de reaver as suas poucas posses até dar consigo do lado de fora da porta.