Escrevo como escrevo desta maneira em busca de sinais e de acenos porque Eid nasceu de mim e me transformou em poeira de luzes que fustigam interminavelmente. A sua voz chegou dos fundos galácticos para me prendar com risos de cristal quando a escuridão é de chumbo e tudo fica por explicar.
Eid pensa-me com os olhos redondos, com os dedos no fim da noite rente à última palavra atingível, mesmo quando parece estar fazendo outra coisa. Desconfio de que procede assim com a intenção de eu não me dar conta da perspicácia com que me segue os passos.
Há na inclinação do seu rosto um pressentimento, um augúrio, um desejo que se vai realizando de forma indetectável, como se aquele pudesse ser o caminho que me restasse para que eu tenha oportunidade de descer ao cimo de mim e descobrir esta outra forma de me iniciar.