quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quando saí da igreja, já não sabia para que lado me virar. A noite estava mais fechada do que nunca e eu não divisava qualquer sinal de tropelia ou animação nos cruzamentos em volta.
Arn tinha desaparecido como se por encanto nas funduras dos arcos sobre as capelas. Andei aos tropeções à sua procura, mas não consegui mais do que uns arrepios que por pouco não me abriram alçapões para outra dimensão. Senti um tal receio de perder o contacto com a realidade, que desatei porta fora, apesar da aflição de não trazer Arn comigo.
Pus-me a andar sem um plano definido, a ver se os passos me conduziam a algum lugar onde eu tivesse a possibilidade de me reencontrar, ou onde me fosse devolvida a esperança de ter Arn de volta.
Ao fim de quilómetros sem conta, quilómetros que pareciam séculos, quando já só me faltava desistir, apareceu Minn aos pulos, dizendo que tinha conhecido alguém fora do comum.
Embora o meu desânimo fosse notório, pediu insistentemente que eu fosse a sua casa, garantindo que por nada deste mundo me arrependeria…