Minn esteve sem aparecer durante várias semanas. De início, ninguém estranhou, nem fez qualquer comentário, mas, à entrada da terceira semana, começámos a entreolhar-nos com receio do que lhe pudesse ter acontecido.
Nobe defendia que devíamos informar as autoridades, mas a sua ideia não teve apoio. Toda a gente considerou que seria tempo perdido. O mais provável era Minn ter encontrado novo poiso, ter encetado nova relação, ou estar em trabalho fora de Lisboa.
Mas Nobe insistiu:
– Se não fizermos nada, poderemos vir a ser responsáveis pelo que acontecer…
E sem se dar mais tempo, levantou-se, avisando que ia em busca de Minn.
– Não te metas em sarilhos – aconselhou Denz. – Telefona se souberes de alguma coisa.
Mas logo a seguir, ainda Nobe mal tivera tempo para respirar o ar da noite, deu-se um rápido ajuntamento, com súbitas vozes alteradas, empurrões, ameaças e uma série de braços, que dominaram o seu corpo em luta, fazendo-o desaparecer dentro de um carro que ali estava meticulosamente à espera.