domingo, 13 de março de 2011

A vida com Larj trazia a cada nova etapa uma dimensão maior do sentimento que nos unia. Com Larj, eu via mais à minha volta, sentia de uma forma mais intensa, compreendia com alcance maior.
Larj acrescentava chão ao meu tempo. E até as coisas que faziam menos sentido, que eram obsessivas ou pareciam ridículas, contribuíam para realçar o poder e grandeza do relacionamento que mantínhamos.
A própria escrita, que tomava cada vez mais posse de todos os meus momentos e gestos, parecia vir de dentro do que me ligava a Larj, como se uma tal condição fosse mesmo notória aos olhos de quem nos acompanhava de perto.
Com Larj, eu só queria escrever pelo tempo fora, sem intervalos nem hesitações, preenchendo de forma integral cada vislumbre das minhas andanças na noite. Era tanto o que me chegava que eu só temia não ser capaz de lidar com tamanhas consequências.