segunda-feira, 7 de março de 2011
A noite traz-me a forca, a luz, a ameaça, a evasão. Traz-me o que não posso pensar, o proibido, o crime, o que não se diz. Traz-me o abalo das sombras quentes que passam nas margens do Tejo. Não fora o Tejo e a claridade extinguir-se-ia por dento das zonas escuras de Lisboa, onde tudo se sabe quando rugem ameaças em redor e onde a atracção se infiltra nas casas até insondáveis recantos. Não sei como dizer a noite de forma mais precisa. O romance que resultará deste subtexto terá sete. Sete noites. Desconheço ainda como organizarei os meandros da insanidade que vou preparando no meu segredo, mas falta pouco para descer à sua vertigem. Será com certeza no próximo mês de Abril. Quando tal acontecer, esta escrita não poderá deixar de se ressentir de um novo ritmo, um novo tempo, uma nova exigência.