São infinitos os compartimentos do cérebro, nos quais podemos armazenar uma quantidade ilimitada de informação, passível de ser utilizada a todo e qualquer momento, sem espécie de inibição.
No interior de cada receptáculo, há sempre espaço para mais um, que pode ser até de dimensão superior àquele que o alberga, encetando-se deste modo um novo processo de construção, em sentido crescente, multiplicável por outros, tantas vezes quantas forem da nossa vontade ou necessidade, como um poder absoluto que se espartilha para assumir incontáveis direcções, instantes, perspectivas.
Significa isto que o cérebro pode conter em si mais do que prevemos e mais do que indiciam os seus aparentes limites? Sim. O cérebro, tal como todas as expressões da natureza, é dotado da condição de transcendência.