quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eid veio comigo para ver como era. Quis sentir, quis saber. Veio-me fazendo perguntas à medida que andávamos. Fui respondendo a todas as que podia. Não havia outra coisa a fazer. O nosso relacionamento só admitia a verdade completa. Mas eu nem sempre lhe dava respostas concludentes, embora tivesse o cuidado de não quebrar o compromisso de transparência que nos unia.
Eid quis saber as minhas ideias sobre assuntos variados, como o amor, o trabalho, a entrega, a traição, a amizade (quando não era oportuno debater o tema de forma aberta, eu contornava-o, sugerindo que uma coisa podia ser encarada sob múltiplos ângulos).
O meu dever era abrir-lhe caminhos. Mais caminhos do que aqueles que eu via e conhecia. Só assim faria sentido o nosso diálogo.