sábado, 4 de junho de 2011

Irs queria chegar a Lisboa de qualquer maneira. Apesar de não ter dinheiro, decidiu tentar a sua sorte na estação de comboios. Era a primeira vez que desafiava o destino de forma tão completa, mas sentia que não podia desperdiçar a oportunidade.
Sem perguntar o que quer que fosse, sem consultar informações nem horários, com receio de chamar atenções sobre si, meteu-se na primeira carruagem que encontrou e, por precaução, sentou-se no lugar mais escondido que lhe apareceu pela frente. Depois, pensou que talvez fosse aconselhável ficar mais perto da saída e mudou de assento. Se lhe acontecesse alguma coisa, não daria tanto nas vistas.
Não fazia a mínima ideia como se safaria quando aparecesse o serviço de revisão. Já tinha ouvido falar de quem se refugiasse nos lavabos, mas não tinha a certeza de ser esse o melhor esconderijo.