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Minn nunca mais morre. O tempo recusa-se a levar-lhe o corpo para a quase eternidade onde os anjos esperam desfrutar da sua bondade.
A família chegou, para se despedir, e ocupa as noites sentando-se aqui e ali, a ver o que sucede, a ver de que forma Minn dirá adeus ao mundo sensível a que pertence e do qual em pouco tempo não poderá deixar de se despedir.
Denz não sabe o que dizer, ou o que pensar. Aquela demora. Aquela indefinição.
São poucas as palavras que circulam na casa. Os olhares efémeros, breves, fugazes. Os gestos esquivos, como se não quisessem ser reconhecidos.
– Talvez não fosse má ideia marcar uma hora para a minha partida… – murmura Minn, a ver se alguém lhe dá réplica.
Mas nem assim. Toda a gente sabe que os seus termos transbordam de fé e que, depois de partir, Minn se limitará a estar mais presente, fazendo sentir em redor o peso da sua incontornável leveza.