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Que tem o passado para tanto nos interrogar? Que aflições nos desperta, que dúvidas? De onde vimos quando as noites que chegarão nos mostram tanta cidade pela frente?
Temos viagens e viagens. Só viagens.
A cada minuto os carris avançam sobre corpos devorados nas águas límpidas, como se nos olhássemos sem piedade no horizonte.
Depois, virão os acenos da despedida ao chegar, virão os risos e as contradições para enxugar as lágrimas com esperanças que não trilhámos.
Ninguém rezará por nós. Nada acrescentamos ao frenesim das horas.
Resta-nos uma ideia vaga do que aconteceu. Fizeram-nos perguntas umas sobre as outras na certeza de que não voltaríamos a sentir da mesma maneira. A nuvem permaneceu. Enquanto nos preparavam para a mutilação.