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Sentas-te a meu lado e olhas-me como se tivesses estado sempre presente. Não conversamos. É desnecessário. Sabes o que sinto a todo o instante. Nada em mim te é estranho.
Por vezes, sorrimos, e cada olhar que trocamos é como se valesse por anos e anos de livros.
A poucos metros de nós, Eid prepara a sua refeição. Traz envergada uma camisa que costumo usar e ouve-se o ruído pausado da colher ao depositar os cereais na delicadeza da sua boca.
Lá fora, a noite é clara de azul quente e profundo. Observa-se tudo em redor até aos confins do planeta. E tu sempre presente. Nos gestos das minhas mãos e nos olhares de Eid.
Não sei a medida da nossa divisão tripartida, a força do teu ser em mim, a tua maneira de continuar em Eid. Mas a resposta está escrita no horizonte da tua face.