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Não me esqueço das festas que nos alegravam a infância quando passávamos o verão entre o arvoredo ameaçador.
Em dias de celebração, enfeitávamos cadeiras com flores e sentávamo-nos à mesa sob o fresco das ameixieiras estendidas no ar quente em explosões de riso e de memórias que o negrume das noites havia de gravar no terror da lembrança.
O tempo passou e tomamos caminhos por aqui e por ali, em busca de céus sob os quais deixamos de nos ver.
Estava-se nisto, quando, de súbito, recordo a partida de Mese no meio de uma Lisboa sufocante de carros sem que eu conseguisse perceber o que se passava. Mas não duvido de que se ausentou para nos deixar mais espaço de crescimento e descoberta.
E seguimos a estrada, seguimos a tentação.
Na ilha por alcançar, talvez nos reencontremos quando a noite vier no último dos areais, onde o mistério das palavras ciciadas.