segunda-feira, 15 de agosto de 2011

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Só me realizo quando consigo ser toda a gente à minha volta, toda a expressão, todo o sentimento, toda a ideia.
Não me contento em ser apenas eu, sem mais nada a acrescentar à vida que passa no meu corpo.
Olho para alguém e vejo com os seus olhos, sinto com o seu coração, penso com o seu cérebro. Assim me torno feliz.
Não me posso esquivar a este envolvimento. É a riqueza maior da existência que me cabe.
O amor é a forma que tenho de alcançar mais longe os anseios que percorrem a consciência do planeta em busca de alguém que seja a sua identidade.
Deste modo sou pássaro e tempo e garça e cão e abelha e peça de roupa esvoaçando em desejo como um calor que vem do fundo por explicar. Deste modo, sou guitarra, sossego, caminhada…