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Escrevo todos dias porque é a maneira que tenho de ser feliz.
Se não escrevesse todos dias, como ocuparia o meu tempo? Como reflectiria? Como chegaria aos lugares ou como dialogaria com as pessoas? Como manteria a esperança? Como teria alento para superar uma dificuldade, por menor que fosse?
Não tenho outra forma de olhar nem de viver.
A escrita veio-me com o amor. Ao fim de uns quantos anos, de repente, deixou de ser um acto mecânico e penoso, para se tornar um prazer sem interrupção.
Não consigo fazer outra coisa, seja a troco do que for.
Nem que a morte me barrasse o caminho e me obrigasse a desistir, eu não hesitaria um segundo e continuaria a escrever.