quinta-feira, 1 de setembro de 2011

122
Quanto mais viajo, mais me perco, para mais avançar, até desfalecer na busca do infinito que entrou em mim e me abriu sem complacência.
Oiço grilos quando observo ao longe, onde começam as papoilas, e vejo uns olhos brancos em labuta por uma última oportunidade.
Caía água na efusão da noite e a lua arfava antes de desaparecer por detrás dos lugares que percorro.
Quem serei? Como sabê-lo? Talvez me esclareça o brilho que renasce no outro, talvez o som dos passos recolhidos sob o abrigo do vento, ou a janela quase aberta na espera de quem chegará, entregando-se num beijo.
Para que nada nem ninguém cative a luz baça na qual me revelo.