quinta-feira, 15 de setembro de 2011

118
Saí de casa sem hesitações e avancei pela estrada que me aguardava calorosa e distante.
Seriam quase vinte e uma horas. A noite de Setembro tinha caído sobre os telhados e diante dos meus olhos só havia futuro a perder de vista.
Era meu dever chegar a algum lado. Não sabia aonde, mas a preocupação não fazia parte da minha natureza. Adiante haveria um sonho, um rosto, uma graça. Alguém que me convidaria a tomar uma bebida numa qualquer esplanada e isso era quanto me bastava.
Enfrentar a realidade tornava-me mais material. Por maiores que fossem as dúvidas.
Cheguei ao lugar combinado e pus-me a observar quem poderia estar à espera de me encontrar.
Toda a gente se concentrava nos seus destinos, o que me obrigava a uma atenção redobrada.
Depois, veio o instante em que vi um fio de luz atravessando o rosto de Denz…