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Sei o que farei nos próximos quatro anos e sei também o que farei nos quatro seguintes. Depois, terei oportunidade de começar vida nova, de pensar o que sucedeu para trás, de corrigir, de adaptar, de melhorar.
Nada pode bulir com esta convicção, como se houvesse um tronco erguido no meio da paisagem.
Mais tarde, virão as flores, o regato, a frescura deslizando na humidade e perguntas sobre amizades, viagens, descobertas.
Não precisarei de noites, nem de promessas, nem de ambientes difusamente iluminados. Só de palavras e mais palavras dentro de palavras.
Ontem, o ar ficou suspenso em meu redor, quando Larj me fixava de olhos muito abertos como se procurasse ajuda. E, hoje, Eid desatou a chorar, enquanto me abraçava e apertava contra a alma do seu coração magoado.
Não é um tempo de despedida, mas poderia ser. A lua segue impávida no firmamento estrelado e nada do que lhe acontece tem a ver com o que escrevo.