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É como se vigiasse baleias deslizando longe no mar, aqui deste meu posto avançado sobre as ondas, com céu respirando lembranças de tempos que virão.
Céu enevoado, céu negro, céu azul de tinta derramada. Céu cinzento, céu pálido, céu tenebroso de tanta palavra.
Vejo séculos de história quando me debruço para mirar quem vem na sua caravela desfraldando águas libertas de nome e de origem. Águas fecundas que me abandonaram na costa sob vingança.
Aqui o infinito é mais infinito. São latos os ventos que passam sem se anunciar, rasgando a espera de quem se abriga sob as casas incertas.
Venho de outras eras, bem sei. Navegante de um tempo que busco novo. Não possuo guarda, nem credenciais. Entro e deixo-me estar, vendo o mar morrer em espuma.