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O vento cai, as torres, os discursos, as veleidades, os sonhos. Tudo se desmorona.
Como poderia ser de outro modo? Onde a sustentação?
É uma fúria que vem de onde não sei e que investe sobre o halo da matéria como uma trepidação que nada deixa por ameaçar e abalar.
Nem chego a dispor de tempo para iniciar a minha busca. Quando dou o primeiro passo, a torrente desaba e nunca mais deixa de me fustigar. Vergasta-me incessantemente como se tivesse decidido que mereço tal castigo.
Mesmo assim, não baixo os braços. Avanço, sabendo que não me serão dadas tréguas.
Há um rumor de proporções incalculáveis sobre a paisagem morta quando me aproximo. Não consigo manter a indiferença. Penso em tanta dor seguindo caminhos à margem do destino. A dor dos que acreditam. Dos que fingem.