sexta-feira, 27 de julho de 2012

Levanto-me e saio em busca de alguma coisa que não tenho a certeza de saber o que é. Contorno a esquina e vejo pessoas conversando nas mesas de uma esplanada que o mar por pouco não respinga. O estabelecimento tem as portas abertas e lá dentro vejo alguém por detrás de balcão com ar de quem não tem grande disposição para servir.
Passa um carro de vez em quando. Um cagarro, uma nuvem. A rua está em obras. Máquinas barulhentas levantam poeira e emitem apitos agudos de aviso com que ninguém parece importar-se.
Há quem caminhe na direção do cais, quem se dirija para o acesso à marina, quem prefira rumar ao porto de pesca. Segue toda a gente para o mar.
No muro baixo do passeio litoral, um rosto de pele enrugada descansa a idade sem precisar de perguntas. Vai cumprimentando quem passa com sorrisos leves de quem se apronta a começar outro tempo.