Partem de olhos despidos, suspensos, sem voz para explicar. Ainda têm o pé em terra e já são névoa. São réstia.
Desaparecem em massa informe e densa, desintegrando-se na poeira da noite derramada.
Num canto, chora-se, em surdina, como se houvesse proibição decretada. Mais adiante murmura-se e alguém bate com o dedo no chão borbotado de sal. Insistindo. Embora saiba que não haverá regresso, nem paz.
Não vale a pena procurar. Muito menos debater. As noites decorrerão desprovidas de vozes por anos.
Nem restos de comida haverá em redor. Como se toda a gente vivesse à margem dos costumes.
E ainda assim haverá quem sorria. Haverá quem fale de esperança. Estará escrito nos olhares de tanta gente. No empenho de cada alma sensível. Para que sob os astros recomece a ventura do sopro.