sábado, 8 de dezembro de 2012

Há coisas infindas para descobrir dentro de nós. Infindas como os mundos que rodopiam em universos sobre universos para lá de mais universos. Dimensões e medidas que nos acompanham no silêncio dos percursos até lugares nunca dantes considerados.
Podemos ir em busca de mundos novos pela imensidão do espaço sideral, mas também temos o dever de buscar universos dentro do interminável que é nosso. Aqui, no fulgor da alma que nos faz maiores do que o sonho e o pesadelo.
Nada existe na distância do cosmos que não se encontre no ínfimo de cada célula que nos traz vida. Só é preciso descobrir e dar-lhe forma de palavra, que signifique e alcance, que trilhe e compreenda. Sempre infinito a desbravar.
A palavra fez-se para atravessar o escuro quando nada mais há que se veja. Quando nada mais há.
Que o verbo vem dos confins para nos acolher sob o seu manto. Que o verbo vem.