O halo do que é visível acolhe-me a cada instante da noite. Quer eu durma, quer não, há um rumorejar piedoso que invade os momentos da casa. Uma ideia física, latente, que me olha e acompanha na calma travessia dos mares.
Não fora esse sentimento e não sei se suportaria a minha passagem pelo tempo da ilha.
As cores vêm em meu auxílio quando as noites parecem despidas de afeto e de sentido. Distribuem-se pelos espaços em equilíbrio e permanecem absortas, estudando-me os movimentos. Enquanto na rua a passagem de um carro anuncia o Universo. Ou que outro motivo justificaria a desordem em que tudo não pára de acontecer?
Deixo-me estar no conforto da cadeira reclinada e acredito que nada alterará o plano que desde há anos venho definindo.
Por pouco não se mostra o halo em redor das minhas paisagens acabrunhadas. Por pouco não se desvenda o peso que na sombra se oculta. Mas sei que subjaz às coisas que não distingo. Quando me faltam olhos de ver por só me ser possível adivinhar a direção rastejante dos meus pés entretidos na moleza das horas.